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Data de atualização
Código da Fotografia
Título da Foto
Legenda minimalista
Texto humano de Acessibilidade (alt_text) - Descrição dos elementos fotografados
Descrição Principal (texto humano, em revisão humana, inspirado pela fotografia)
Abrir um ouriço de castanha é uma empresa árdua para quem não está acostumado. O caboclo faz isso com muita naturalidade, segurando o ouriço na mão e, no geral, com apenas três golpes de terçado, a casca tenaz cede dá um estalo . Na floresta, há apenas um ser que se dedica a esta tarefa regularmente, até alcançar o precioso conteúdo. A cutia (Dasyprocta agouti) fica roendo por horas, até alcançar o precioso conteúdo.
As vezes, um macaco malandro espera que a cutia tenha concluído o trabalho...
Descrição de fotos anexas (texto humano, em revisão humana, inspirado pelas fotografias anexas)
O pasto tomou o lugar da floresta, a castanheira ironicamente protegida pela Lei 4.771, que impede sua derrubada, se destaca na paisagem solitária e estéril. Quem mora na vizinhança sabe: sem floresta não ha frutos.
Os humanos da modernidade criaram um mundo a parte para eles, um mundo de exclusividade e privilégios auto-proclamados, regido pela formula natureza=dinheiro. O monologo científico-narcisista domina o cenário humano. Condicionados numa paisagem comercial, institutos de pesquisa procuram substituir plantas originais com espécies mais rentáveis. Em nome da produtividade escraviza-se as plantas, alinhadas em fileiras empobrecidas. O castanheiro recolhe todas as castanhas, e nada fica para os dispersores. A cutia, jardineiro da floresta é caçado, até desaparecer da área. Fazendeiros e criadores de gado avançam e deixam o nada atrás, terra esgotada sem vida. As castanheiras ficam solitárias nos campos de capim, sem floresta por perto, sem o polinizador que garante a reprodução, sem frutos.
Não pode ser assim, deve ter uma solução. E tem mesmo…
Após uma certa prática com a árvore, é fácil entender como ela propagou-se pela Amazônia: o agricultor abre uma roça e se há castanheiras por perto, a cutia (Dasyprocta agouti) já enterrou sementes por lá. Então, o que parecia esquecido, algun tempo depois, se manifesta, e a maior intensidade de luz dentro de uma roça, a faz crescer rapidamente (mais de um metro por ano, medido de maneira presencial). Em nossos dias, as castanheiras não tem mais a merecida atenção que os ancestrais tinham: em nossos tempos, ela demora muito pra crescer_. Porém, se voltarmos o pensamento às futuras gerações, podemos definir estratégias simples e eficientes para regenerar não só os antigos castanhais, como a floresta ela mesma, e com a urgência que é necessária.
Localidade da tomada
Data e hora da tomada fotográfica
Palavras-chave (seleção humana, inteiramente manual)
Glossário (suporte sintético com revisão humana)
Descrição
A Bertholletia excelsa é uma das maiores e mais belas árvores de terra firme na floresta amazônica.
Árvore de grande porte da família Lecythidaceae, podendo atingir 50 metros de altura e tronco com mais de 2 metros de diâmetro, símbolo de imponência e longevidade na floresta amazônica. Sua reprodução depende da polinização por abelhas de grande porte e da dispersão de sementes pela cutia (_Dasyprocta spp._), roedor que abre o ouriço e enterra as castanhas, possibilitando a germinação. Evidências arqueológicas sugerem que povos antigos manejavam castanhais, criando florestas antropogênicas, conforme documentam Clement (2015) e Shepard (2019).
Ver verbete castanha.
Atualizado em 2026-03-18 16:15:45
Descrição
Castanha de Bertholletia excelsa consumida logo após a colheita, ainda úmida, crocante, rica, e de sabor suave, é bem distinta da castanha seca comercializada. A castanha torrada é um produto mais numa prateleira, a castanha-de-leite é uma iguaria para poucos afortunado, aquele que moram perto de uma castanheira. A castanha fresca ralada é otima para fazer um tipo de queijo vegetal. O leite de castanha é incomparável, tem um sabor muito cativante, especialmente quando adicionado ao café, sem açucar.
Atualizado em 2026-03-28 16:44:10
Etimologia (suporte sintético com revisão humana)
O epíteto específico excelsa deriva do latim excelsus, que significa elevado, alto, sublime, referindo-se à estatura imponente da árvore, que pode ultrapassar 50 metros e dominar o dossel amazônico (STEARN, William T., 1992).
Árvore emblemática da floresta amazônica, a Bertholletia excelsa inspira relatos de exploradores, descrições de naturalistas, análises de cientistas e versos de poetas, constituindo um patrimônio narrativo que atravessa cinco séculos. Seu nome científico carrega homenagens à ciência europeia e descrições em latim que capturam a imponência da árvore, enquanto nomes indígenas antecedem e enriquecem essa nomenclatura. A nomenclatura popular varia conforme a região e reflete identidades locais, rotas comerciais e histórias coloniais.
Nomes indígenas para Bertholletia excelsa: juvia (região do Orinoco, Venezuela/Colômbia), tocari (origem caribe), tururi (do tupi turu'ri) (Wikipédia, 2026). Refletem diversidade linguística amazônica e sistemas próprios de classificação que antecedem a taxonomia europeia (Shanley, 2005).
Paráfrase com atribuição autoral (suporte sintético com revisão humana)
SHANLEY, Patricia. Frutíferas e Plantas Úteis na Vida Amazônica. 2005. p. 85.
A atividade do castanheiro representa um dos poucos modelos de trabalho que mantém a floresta em pé, gerando renda sem desmatamento, mas enfrenta desafios de comercialização e segurança no campo.
HOMMA, Alfredo. A Castanha-do-Brasil: Bioeconomia e Sustentabilidade na Amazônia. 2020. p. 41.
O castanheiro experimenta a castanha de leite ainda na floresta: quebrada com facão, consumida crua ou ralada em água para preparo de mingau, aproveitando o ápice nutricional antes da secagem.
SHANLEY, Patricia. Frutíferas e Plantas Úteis na Vida Amazônica. 2005. p. 89.
Para comunidades locais, o consumo regular de castanhas está associado à manutenção da saúde, embora o excesso possa causar selenose, demonstrando que o saber tradicional equilibra benefício e precaução. SHANLEY, Patricia. Frutíferas e Plantas Úteis na Vida Amazônica. 2005. p. 91.
O teor de selênio na castanha varia conforme o solo de origem, com amostras da Amazônia brasileira apresentando concentrações até 100 vezes superiores às de outras regiões tropicais.
CHANG, J. C. et al. Selenium content of Brazil nuts from different geographic origins. 2017. p. 112.
O macaco... pode tentar aproveitar um ouriço aberto por cutia, mas a abertura pequena do ouriço só machuca a mão do macaco. O macaco velho, já sabendo disso, usa as pontas dos dedos para retirar as amêndoas uma a uma. Dizem que é daí que surgiu o provérbio: ‘macaco velho não põe a mão em cumbuca’. Os seringueiros no Acre contam que o macaco cairara e o macaco prego conseguem abrir os ouriços velhos. O macaco sopra pela abertura do ouriço e, em seguida, bate-o no galho da castanheira até quebrar. Mas, muitas vezes, o macaco que fez todo o trabalho em cima da árvore perde as sementes para outros que estão esperando lá embaixo.
KAINER, Karen; CYMERYS, Margaret; WADT, Lúcia; ARGOLO, Valdirene.
Castanheira. In: SHANLEY, Patrícia (org.). Frutíferas e Plantas Úteis na Vida Amazônica. Brasília: CIFOR, 2005. p. 65-78.
Referências bibliográficas
— SHANLEY, Patricia. Frutíferas e Plantas Úteis na Vida Amazônica. Brasília: CIFOR, 2005.
GeoCoordinates
Fotógrafo
Tipo de camera
Captura da Imagem
Dimenções e tamanho do original
Capa
Anexos
Identificador uma palavra
Pessoas na foto
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Resumo dos metadados
Camera Nikon F5 with Nikkor lens 80-200mm f2.8
Diapositive Film Fujichrome Velvia 50
Scanner: Nikon SUPER COOLSCAN 5000 ED
Original digital capture of a real life scene -
Original file size: 5283px x 3574px Size: 12.5MB
Location Taken: Rio Preto - Rio Preto da Eva - Amazonas - Brazil
Persons shown: Alves
Coordenates: 2.77387° S - 59.70307° W
Date Taken: 1995
License: Creative Commons Attribution-NonCommercial (CC BY-NC)
Website: https://leonideprincipe.photos/
Source: Acervo PhotoAMAZONICA
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