Meu amigo o boto
A109_1883 Meu amigo o boto
A109_1891 Meu amigo o boto
Data de atualização
Código da Fotografia
Título da Foto
Legenda minimalista
Texto humano de Acessibilidade (alt_text) - Descrição dos elementos fotografados
Há ainda uma terceira foto que ilustra o irmão da menina tranquilizando e mostrando como o boto é amigável. (307 carácteres).
Descrição Principal (texto humano, em revisão humana, inspirado pela fotografia)
Em um primeiro momento a menina de 4 anos segura instintivamente suas mãos, mantendo-as bem juntas ao seu corpo. Porém aquela desconfiança dura poucos instantes e, como se o boto infundisse coragem, ela logo se solta e vai ao encontro do novo amigo. A mão estendida é o sinal claro de uma comunicação além das palavras humanas. Um adulto pode até dizer para a criança o que ela precisa fazer, encorajar, afiançar, isso pode até ajudar, talvez, mas o que quero evidenciar que há um tipo de comunicação direta entre o boto e a criança. Esse é o fato extraordinário para entender como iremos reestabelecer esse elo perdido com a natureza. Fotografia realizada no rio Negro com botos selvagens e livres.
Estamos em um ambiente natural, sem cercas ou confinamentos. O boto é um animal que vive livre na natureza do rio Negro. O mamífero se aproxima, se deixa tocar e em momento algum mostra desconforto da situação. Sem demora, um contato amoroso, sincero e divertido se estabelece dos dois lados. A criança menor demora um pouco para se soltar, mas a confiança do irmão a encoraja e... espontaneamente sua mão se extende para o contato direto.
Pode crer, é amigo mesmo!
Descrição de fotos anexas (texto humano, em revisão humana, inspirado pelas fotografias anexas)
Esta foi a foto do primeiro contato. Minha nossa! Quem é esse? Que momento! Quantas emoções! Naquela cabecinha inocente a experiência ficou gravada em letras destacadas, preparando um futuro mais aberto ao mundo da natureza, uma capacidade de comunicar além das palavras.
Localidade da tomada
Data e hora da tomada fotográfica
Palavras-chave (seleção humana, inteiramente manual)
Glossário (suporte sintético com revisão humana)
Descrição
O Inia geoffrensis é um cetáceo que habita rios e lagos amazônicos. Seu comportamento assemelha-se ao dos golfinhos. Uma das lendas mais difundidas a seu respeito conta que ele se transforma em um jovem alto, bem trajado e de bela aparência, que frequenta festas ribeirinhas para seduzir moças. Antes do amanhecer, escapa e retorna ao rio ou lago, onde reassume sua forma de boto. Em sua expedição à Amazônia, o celebre oceanógrafo Jacques Cousteau atribuiu-lhe a denominação rosa, boto-cor-de-rosa. Na tradição amazônica, contudo, é conhecido como boto-vermelho. Costuma circular solitariamente ou em pares e aproxima-se frequentemente do ser humano, mesmo durante a pesca, podendo até competir com o pescador. O outro boto, o tucuxi (Sotalia fluviatilis), possui dorso mais escuro e é de menor porte. É mais arisco e habitualmente observado em grupos, mesmo fora da época reprodutiva.
Descrição
Processo de aprendizado dos princípios de organização dos sistemas vivos (como interdependência, ciclos e diversidade), visando a criação de sociedades sustentáveis. O conceito propõe que a natureza seja compreendida como um sistema dinâmico cujos padrões devem servir de modelo para a organização social e educacional humana (CAPRA, 1996).
Etimologia (suporte sintético com revisão humana)
Vermelho ou cor-de-rosa?
Os rios da Amazônia abrigam duas espécies de mamíferos aquáticos: o boto tucuxi e o boto-vermelho, sendo este último classificado como Inia geoffrensis. O Inia sempre foi conhecido pelos povos da Amazônia como boto-vermelho… até que o Comandante Cousteau chegou à Amazônia com sua inolvidável Calypso.
Ainda hoje, seja os ribeirinhos mais idosos, seja os cientistas engajados assim o denominam. Foi após a expedição do famoso oceanógrafo que esse boto foi denominado de boto cor-de-rosa. Não é difícil entender que o famoso oceanógrafo já estava condicionado a uma sociedade de consumo, que suas aventuras eram divulgadas pelas redes televisivas do mundo inteiro, e que se valiam de um charme publicitário capaz de fascinar e atrair muito mais o público da civilização urbana. Eu lembro nitidamente como os documentários da Calypso (navio do comandante Cousteau) eram entre os programas mais esperados da minha infância. A narrativa da equipe oceanográfica era envolvente e não há dúvida do que cor-de-rosa foi mais atraente que vermelho. Assim, a nova denominação, do ponto de vista regional pode ter sido equivocada e pode ter causado uma certa insatisfação em algumas pessoas. Mas de um ponto de vista planetário o boto cor-de-rosa da Amazônia teve uma projeção fenomenal e o revelou como mais uma maravilha da floresta amazônica.
Paráfrase com atribuição autoral (suporte sintético com revisão humana)
— CULLEN JR., Laury. Mamíferos Aquáticos do Brasil, 2004. LCTE Editora
A relação do homem com o boto é de uma ambivalência profunda. De um lado, o temor reverencial imposto pela lenda do boto que se transforma em homem para seduzir as moças nas festas de santo. De outro, a curiosidade que aproxima as comunidades ribeirinhas do animal, estabelecendo uma convivência cotidiana nos beiradões, onde o animal muitas vezes se aproxima das canoas em busca de restos de peixe, criando laços de confiança mútua entre as espécies.
— CASCUDO, Luís da Câmara. Geografia dos Mitos Brasileiros, 1947. José Olympio
Observamos que as interações turísticas com o Inia geoffrensis na Amazônia Central promovem um contato direto que pode influenciar o comportamento natural da espécie. O condicionamento alimentar, técnica comum para atrair os animais para próximo de plataformas e turistas, resulta em uma habituação que reduz a distância de fuga. Este fenômeno permite que seres humanos, inclusive crianças, vivenciem uma proximidade física singular com esses cetáceos em seu habitat natural.
— ALVES, Rômulo Romeu Nóbrega. Etnozoologia no Brasil, 2012. NUPEEA
Referências bibliográficas
– CASCUDO, Luís da Câmara. Geografia dos Mitos Brasileiros. Rio de Janeiro: José Olympio, 1947.
– ALVES, Rômulo Romeu Nóbrega. Etnozoologia no Brasil: Importância, Status e Perspectivas. Recife: NUPEEA, 2012.
– TENÓRIO, Jaider. Relatos da Amazônia Viva: Memória e Tradição. Manaus: Editora Valer, 2018.
– SMITH, Anthony. Explorers of the Amazon. Chicago: University of Chicago Press, 1990.
GeoCoordinates
Fotógrafo
Tipo de camera
Captura da Imagem
Dimenções e tamanho do original
Capa
Anexos
Identificador uma palavra
Pessoas na foto
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Resumo dos metadados
Equipment: NIKON D2X with lens 60 mm F2.8 set at 60 mm
Exposition: ISO: 100 - Aperture: 5 - Shutter: 1/100 - Program: Normal - Exp. Comp.: 0.0, Original digital capture of a real life scene
Original file size: 3878px x 2585px, Size: 4.1MB
Location: lago do Bim - Iranduba - Amazonas - Brazil
Persons shown: Kena
Coordenates: 3.07603° S - 60.46228° W
Date Taken: 2010-05-17 10:45:31
License: Creative Commons Attribution-NonCommercial (CC BY-NC)
Website: https://leonideprincipe.photos/
Source: Acervo PhotoAMAZONICA
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