Cobra tem beleza


Data de atualização
17 de April de 2026
Código da Fotografia
P17_405
Título da Foto
Cobra tem beleza
Legenda minimalista
P17_405 Cobra tem beleza
Texto humano de Acessibilidade (alt_text) - Descrição dos elementos fotografados
A cobra verde-esmeralda com linhas branca pontilhadas, em descanso, enrolada num galho, ocupa o fotograma inteiro: cinco voltas do corpo da jiboia aparecem, com a cabeça bem no meio.
Descrição Principal (texto humano, em revisão humana, inspirado pela fotografia)
A jiboia-arborícola-esmeralda (Corallus caninus) tem beleza.
Uma pessoa não acostumada ao ambiente amazônico de floresta, facilmente, ao ver este tipo de foto, se deixa levar por uma visão de extremo perigo: cobras de todo tipo, aranhas, animais monstruosos, se mexendo furtivamente no sub-bosque. Se você, querido leitor, tem esse tipo de sensação, permita-me observar que isto recalca as cenografias terroristas do cinema hollywoodiano,fartamente fundadas sobre o sensacionalismo exacerbado.
A parte a motivação comercial desse tipo mídia, geralmente incompatível com uma produção cultural sincera, vale ressaltar que o pior e incomensurável dano resulta numa sorta de medo preconceito, o qual se instala na mente das pessoas, um pavor irracional sobre os seres da natureza, entre os quais as serpentes são campeãs.
Descrição de fotos anexas (texto humano, em revisão humana, inspirado pelas fotografias anexas)
P02_026
A fotografia da capa é horizontal, orientação paisagem. A foto anexa é vertical, orientação retrato. O fotógrafo de arquivo sempre procura, quando é possível, a produção de ambas as orientações, pois isso permite mais opções na diagramação de material gráfico.
Legenda limitada (max 500 caracteres, resumo geral das narrativas, suporte sintético com revisão humana)
A Corallus caninus é uma serpente neotropical de hábitos noturnos, caracterizada pela coloração dorsal verde-esmeralda com manchas transversais esbranquiçadas e ventre amarelado. Possui corpo lateralmente comprimido e uma cabeça triangular distinta, onde se destacam as fossetas labiais termorreceptoras altamente desenvolvidas, utilizadas para localizar presas endotérmicas (aves e pequenos mamíferos) na escuridão da floresta. Os juvenis apresentam coloração críptica avermelhada ou alaranjada, mudando para o verde após o primeiro ano de vida. É uma caçadora de emboscada, permanecendo enrolada em galhos de forma característica (VITT; CALDWELL, 2013).
Localidade da tomada
Museu Goeldi - Belém - Pará - Brazil
Data e hora da tomada fotográfica
1994
Palavras-chave (seleção humana, inteiramente manual)
Amazônia | América do Sul | América Latina | animais | araramboia | Belém | Brasil | cobras | Corallus caninus | FAUNA | jiboia-verde | Museu Goeldi | Pará | periquitamboia | Reino Animal | répteis | serpentes
Glossário (suporte sintético com revisão humana)
Etimologia (suporte sintético com revisão humana)
O gênero Corallus provém do latim corallum, referindo-se ao coral, possivelmente pela textura das escamas ou pela coloração intensa dos juvenis, que nascem avermelhados ou alaranjados. O epíteto específico caninus significa relativo a cão, uma alusão direta à dentição anterior extremamente desenvolvida desta serpente, que lembra as presas de um canídeo e é adaptada para capturar aves em pleno voo ou no dossel (VITT; CALDWELL, 2013).
O termo jiboia tem origem no tronco linguístico tupi, derivando da palavra _mboy-ya_ (ou mboia), que significa cobra. Na etimologia indígena, o termo é frequentemente associado a serpentes de grande porte que possuem a capacidade de constrição. A palavra foi incorporada ao português do Brasil para designar especificamente as serpentes do gênero Boa, sendo um exemplo clássico da influência das línguas nativas na nomenclatura da fauna brasileira (CASCUDO, 1967).
Paráfrase com atribuição autoral (suporte sintético com revisão humana)
A Corallus caninus é, sem dúvida, uma das mais belas serpentes do mundo. Sua adaptação à vida nas árvores é perfeita: a cauda preênsil segura-a firmemente aos galhos, enquanto a coloração verde a torna virtualmente invisível entre a folhagem da floresta tropical.
BATES, Henry Walter. (1863)
Os dentes anteriores desta espécie são proporcionalmente maiores do que em qualquer outra serpente não peçonhenta, uma especialização necessária para penetrar a plumagem das aves, suas presas principais, garantindo que o bote seja certeiro e a retenção imediata nas alturas do dossel.
VITT, Laurier J. (2013)
O nome caninus, dado por Linnaeus, é uma das descrições mais felizes da taxonomia; basta observar o crânio desta serpente para compreender que seus dentes longos e curvos não são apenas ferramentas de caça, mas a razão biológica de sua identidade nominal. VITT, Laurier J. (2013)
Referências bibliográficas
— VITT, Laurier J.; CALDWELL, Janalee P. _Herpetology: An Introductory Biology of Amphibians and Reptiles_. 4. ed. Amsterdam: Academic Press, 2013.
— BATES, Henry Walter. The Naturalist on the River Amazons. Londres: John Murray, 1863.
GeoCoordinates
Fotógrafo
Leonide Principe
Tipo de camera
Filme 35mm
Captura da Imagem
analogic
Dimenções e tamanho do original
5296px x 3542px - 24.4MB
Capa
P17_405.jpg
Anexos
P02_026.jpg
Identificador uma palavra
Corallus caninus
Pessoas na foto
-nobody
alt_text
P17_405 - Cobra tem beleza - Leonide Principe
Resumo dos metadados
P17_405 - Leonide Principe
Camera Nikon F5 with Nikkor lens 80-200mm f2.8
Diapositive Film Fujichrome Velvia 50
Scanner: Nikon SUPER COOLSCAN 5000 ED
Original digital capture of a real life scene -
Original file size: 5296px x 3542px Size: 24.4MB
Location Taken: Museu Goeldi - Belém - Pará - Brazil
Persons shown: -nobody
Coordenates: 1.44792° S - 48.47910° W
Date Taken: 1994
License: Creative Commons Attribution-NonCommercial (CC BY-NC)
Website: https://leonideprincipe.photos/
Source: Acervo PhotoAMAZONICA
Licença de uso
Creative Commons Attribution-NonCommercial (CC BY-NC)
Termos de uso
Recurso Educacional livre
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