Canal dos Taxizeiros
A95_8379 Canal dos Taxizeiros
A95_8379 Canal dos Taxizeiros
A95_8379 Canal dos Taxizeiros
Ariau Amazon Towers D05_1702
Data de atualização
24 de June de 2026
Código da Fotografia
A95_8379
Título da Foto
Canal dos Taxizeiros
Legenda minimalista
A95_8379 Canal dos Taxizeiros
Texto humano de Acessibilidade (alt_text) - Descrição dos elementos fotografados
Fotografia aérea que ilustra geograficamente a região onde o paraná do Ariaú desagua no rio Negro. Serpenteando entre as beiras de florestas densas e uniformemente floridas, o paraná (canal que une o rio Negro e o rio Solimões) hospedou na época de expansão ecoturístico o internacionalmente famoso hotel de selva Ariaú Amazon Towers, apenas identificável na parte central da paisagem vislumbrante.
Descrição Principal (texto humano, em revisão humana, inspirado pela fotografia)
É Setembro, bem no início do mês, e como todo ano, os taxizeiros (Triplares surinamensis) se preparam para desabrochar. Desde que minha fotografia da Floresta Florida foi premiada, em 2005, não perco a oportunidade de dedicar um tempo a esse extraordinário evento. Não havia drones ainda, se quisesse vista de voo de pássaro, devia procurar uma aeronave e subir com ela. Consegui um voo de helicóptero, que me levou para cima e para baixo, em busca da imagem perfeita. É uma busca que nunca para, nunca satisfaz. E como poderia?
Esse rio caudaloso é o paraná do Ariaú, um canal que une o Rio Solimões e o Rio Negro. No horizonte da foto, o Rio Negro domina e o canal se despeja nele, ou, curiosamente, em outras épocas do ano, pode inverter seu fluxo e viajar para o outro grande rio. Isso depende do volume de água dos dois rios. Se o Solimões tem mais água, como geralmente tem, a correnteza do paraná se dirige ao Rio Negro. Com menor frequência, pode acontecer que o Rio Negro tenha um volume maior de água e assim o paraná se direciona no sentido oposto.
A foto aérea mostrou como a densidade dos taxizeiros se concentra muito mais nas beiras do paraná e, na medida em que se afasta do canal, vai se misturando com as outras árvores da floresta. É um espetáculo da natureza que encanta e que sempre me deixa em busca da próxima imagem perfeita.
Descrição de fotos anexas (texto humano, em revisão humana, inspirado pelas fotografias anexas)
A94_8278 Turistas á deriva
Uma embarcação lotada de gente se deixa levar pela correnteza do paraná, o motor foi silenciado e seus ocupantes observam a copa das árvores onde a floração uniforme dos taxizeiros reverbera em seus pensamentos magnetizados. É como a sakura, a floração das cerejeiras do Japão, onde a tradição de admirar as flores é tida em alta consideração e tem um nome dedicado, hanami.
O hanami é uma prática secular de contemplação das cerejeiras em flor, transcende o lazer: é ato coletivo de reconhecimento da impermanência, onde famílias e comunidades se reúnem sob as árvores para celebrar o efêmero, reforçando vínculos sociais e a conexão cíclica com a natureza, conforme observa Raviola (2019).
Como poderia evitar de associar o hanami à cultura ancestral da Amazônia? Como poderia omitir que uma civilização, tão conectada à natureza não celebrasse a floração dos taxizeiros? Tão intensamente como o hanami.
Como poderia deixar de pensar que o hanami dos taxizeiros sempre existiu: que os povos nativos de alguma maneira o celebravam, que o ribeirinho transitando solitário, entre uma remada e outra através do fenômeno, abstrai assim como eu, entre uma fotografia e outra, que os turistas à deriva no canal, abstraem, que a evolução e a sensibilidade crescente da humanidade revelará vários hanami amazônicos: a florada das castanheiras, uma sofisticada orquídea, a chegada da primavera. Motivos para celebrar sempre há.
Legenda limitada (max 500 caracteres, resumo geral das narrativas, suporte sintético com revisão humana)
No início de setembro, os taxizeiros (Triplaris surinamensis) florescem no paraná do Ariaú, fenômeno que registro desde 2005. Sem drones, fiz um voo de helicóptero para capturar a vista aérea, mostrando a concentração das árvores nas margens do canal que liga os rios Solimões e Negro, cuja correnteza pode inverter-se conforme o volume das águas. A floração me remete ao hanami japonês (RAVIOLA, 2019) e me faz refletir sobre celebrações ancestrais amazônicas. Conheci o Ariau Amazon Towers ainda no início e morei na região, que abriga rica cultura ribeirinha e recebeu reis, presidentes e até 200 turistas por dia.
Localidade da tomada
Paraná do Ariaú - Iranduba - Amazonas - Brazil
Data e hora da tomada fotográfica
September 5, 2009 10:36:53 AM
Palavras-chave (seleção humana, inteiramente manual)
Amazonas | Amazônia | América do Sul | América Latina | árvore florida | árvores | Brasil | ecoturismo | excursions | excursões | FLORA | flores | floresta inundada | igapó | Iranduba | jungle ride | PAISAGENS | paisagens aquáticas | paraná do Ariaú | passeio na floresta | plantas | taxizeiros | Triplares surinamensis | TURISMO | turistas
Glossário (suporte sintético com revisão humana)
Descrição
(Triplaris surinamensis – da família Polygonaceae.) Árvore pioneira da Amazônia, conhecida por abrigar colônias de formigas tachi em seu tronco oco. Atinge até 30 metros de altura, com flores amarelas ou rosadas em cachos densos. A floração ocorre entre agosto e outubro, marcando a transição para a estação seca na região. As flores, pequenas e numerosas, atraem polinizadores específicos e são tradicionalmente usadas para preparo de chás medicinais. A relação simbiótica com as formigas protege a árvore de herbívoros, enquanto o tronco oferece abrigo. Ocorre em floresta de terra firme e é indicador de áreas em regeneração.
Atualizado em 2026-03-20 15:19:25
Descrição
Complexo hoteleiro inaugurado em 1986 no Rio Ariaú (AM), com arquitetura em palafitas inspirada em técnicas tradicionais amazônicas: 288 quartos em torres elevadas a 40 m, interligadas por 8 km de passarelas no dossel (ACA, 2025). Símbolo de luxo e ousadia no ecoturismo, hospedeu celebridades como presidente, reis, atores outras celebridades. Jacques Cousteau nos anos 1990 (No Amazonas Era Assim, 2026). Descrito como a ultimate treehouse (Schulz, 2003), mas criticado por modelo _mass-market_ (Frommer's, 2012). Fechado em 2015 por dívidas, permanece abandonado, já em processo avançado de reconquista pela floresta.
Atualizado em 2026-03-26 14:39:39
Paráfrase com atribuição autoral (suporte sintético com revisão humana)
As comunidades amazônicas desenvolvem calendários fenológicos próprios, observando ciclos de floração, frutificação e cheia dos rios para orientar atividades de coleta, pesca e agricultura. Espécies como o taxizeiro tornam-se marcadores temporais vivos, cujas flores indicam momentos específicos para colheita, preparo de chás e produção de mel silvestre. Esse conhecimento, transmitido oralmente entre gerações, constitui um sistema de manejo ambiental adaptado aos ritmos ecológicos locais, onde plantas não são apenas recursos, mas indicadores de tempo e pertencimento territorial.
— SHANLEY, Patricia. Frutíferas e Plantas Úteis na Vida Amazônica. 2005.
A sakura não é apenas uma flor: é um evento cultural que mobiliza o Japão inteiro, do boletim meteorológico que prevê a frente de floração (sakura zensen) às reuniões familiares sob as árvores, reforçando laços comunitários e a consciência do tempo cíclico.
— RAVIOLA, Fabio. Sakura: The Japanese Cherry Blossom. 2019. p. 23.
O turismo de sakura movimenta bilhões de ienes anualmente, com visitantes de todo o mundo buscando a experiência do hanami; contudo, a massificação tem gerado desafios de preservação, levando cidades como Kyoto a implementarem cotas e rotas alternativas para proteger as árvores históricas, como documenta a Japan Tourism Agency (2023).
Referências bibliográficas
— JAPAN TOURISM AGENCY. Sakura Tourism Management Report. Tokyo: JTA, 2023.
— RAVIOLA, Fabio. Sakura: The Japanese Cherry Blossom. London: Reaktion Books, 2019.
— SHANLEY, Patricia. Frutíferas e Plantas Úteis na Vida Amazônica. Brasília: CIFOR, 2005.
GeoCoordinates
Fotógrafo
Leonide Principe
Tipo de camera
DSLR (reflex digital)
Captura da Imagem
digital
Dimenções e tamanho do original
4312px x 2868px - 12.5MB
Capa
A95_8379.jpg
Anexos
A94_8278.jpg - A95_8386.jpg - D05_1681.jpg
Identificador uma palavra
Floresta florida
Pessoas na foto
none
alt_text
A95_8379 - Canal dos Taxizeiros - Leonide Principe
Resumo dos metadados
A95_8379 - Leonide Principe
Equipment: NIKON D2X with lens 12-24 mm F4.0 set at 12 mm
Exposition: ISO 100 - Aperture 8 - Shutter 1/250
Program: Normal - Exp. Comp. -0.7
Original file size: 4312px x 2868px
Size: 12.5MB
Date: September 5, 2009 - 10:36:53 AM
Location Taken: Paraná do Ariaú - Iranduba - Amazonas - Brazil)
Coordinates: 3.09668° S - 60.43728° W
Persons shown: none
Website: https://leonideprincipe.photos/
Source: Acervo PhotoAMAZONICA
Licença de uso
Creative Commons Attribution-NonCommercial (CC BY-NC)
Termos de uso
Recurso Educacional livre
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