Calendário natural
D06_1878 Calendário natural
D06_1878 Calendário natural
D06_1878 Calendário natural
Data de atualização
24 de June de 2026
Código da Fotografia
D06_1878
Título da Foto
Calendário natural
Legenda minimalista
D06_1878 Calendário natural
Texto humano de Acessibilidade (alt_text) - Descrição dos elementos fotografados
Uma canoa ribeirinha cruza o paraná do Ariaú na curva do rio. Das beiras e de ambos os lados eleva-se uma densa e fechada floresta, que destaca-se pela intensa e homogênea floração. É a florada dos taxizeiro, um fenômeno espetacular da primavera austral. O ponto de tomada elevado, ao nível da copa das árvores, concentra no fotograma os elemento essenciais da composicão, baseada na regra dos terços. Nas fotos anexas detalhe macro das flores e outros enquadramentos com outras embarcações.
Descrição Principal (texto humano, em revisão humana, inspirado pela fotografia)
Calendário natural
Uma canoa ribeirinha cruza entre os taxizeiros floridos do paraná do Ariaú. Talvez o sentimento do ribeirinho não fique tão encantado com aquele espetáculo, assim como eu fiquei. Esse fenômeno espetacular faz parte da vida dele, é parte do calendário que marca os acontecimentos naturais. Por exemplo: lá vêm as primeiras chuvas, tira madeira no escuro da lua, vai dar piracema, os taxizeiros vai florar. Esse é o calendário natural dos povos que são conectados com a natureza. A lua está crescendo, é tempo de trovoada… este é o calendário vivo que governa a vida do caboclo e dos povos ancestrais. A medição do tempo está intimamente ligada aos ritmos da natureza.
E o nosso calendário gregoriano? Que vexame! Calendário totalmente desconectado, mecânico e impreciso. Uma gambiarra sem fim, tira um dia aqui e bota lá, construído para separar os seres humanos da natureza. A motivação mais marcante dessa medição sequestrada do tempo é o lastimável ditado: tempo é dinheiro. O início do mês do calendário romano, as kalendae, era dedicado à organização financeira, impostos, dívidas... isso foi herdado pelo calendário gregoriano.
Já houve e há civilizações mais avançadas.
Por exemplo, os vários calendários do antigo povo pré-colombiano, os Maias, não apenas são voltado aos fenômenos naturais do planeta Terra, bem como à mecanica do sistema solar e até da Via Láctea. Exagero? Pesquise, caro leitor, não faltam estudos qualificados sobre isso.
Nos 20 calendários conhecidos dos Maias, a conta longa chega a identificar a precessão dos equinócios, o tempo que o eixo da Terra leva para completar um giro completo em torno de si mesmo, um ciclos astronômico de tempo de 26.000 anos. Como isso é possível por uma civilização de apena 3.700 anos?
O calendário solar de 13 mêses (ciclos lunares) era de 364 dias + o Dia-Fora-do-Tempo.
Esse último era um dia especial de pausa, reflexão e reconexão espiritual, uma espécie de 'respiro' entre um ano e outro. Corresponde ao 25 de julho, não pertence a nenhum mês nem dia da semana é quando celebra-se o nascimento astronômico de Sirius, a estrela mais brilhante do nosso céu, a qual se eleva no horizonte em conjunção com o Sol… Ou seja, o surgimento de uma estrela de primeira grandeza, um corpo celeste duplo que pisca hora azul, hora vermelho... me pergunto por qual misteriosa razão, raros são os estudantes do ensino médio que sabem ou olham para essas maravilha celestes... inclusive o calendário do ribeirinho e sua maneira de medir o tempo
Descrição de fotos anexas (texto humano, em revisão humana, inspirado pelas fotografias anexas)
D03_1083 —Taxizeiros floridos e visitados
É um evento de proporções regionais, isso acontece também em outro lugares, no lago Janauacá por exemplo, é uma expressão cíclica da natureza, que merece a visita admirada do calendário turístico. Eu mesmo marquei o evento no meu calendário amazônico, após as Cirandas de Manacapuru vem a Florada dos Taxizeiros, e por vários anos, quando até o impossível quase sempre foi possível, ali estava admirando, fotografando, escalando as árvores encantadas e procurando novos pontos de vista. Assim como eu, aqueles pequenos seres que navegam no barco turístico, observam os taxizeiros (Triplares surinamensis), olham para o alto, para aquele dossel farto de beleza e se nutrem da energia curadora que vem da Mãe de todos. Mãe Terra… pachamamita…
Localidade da tomada
Paraná do Ariaú - Iranduba - Amazonas - Brazil
Data e hora da tomada fotográfica
August 29, 2011 5:09:46 PM
Palavras-chave (seleção humana, inteiramente manual)
Amazonas | Amazônia | América do Sul | América Latina | árvore florida | árvores | Brasil | caboclos | canoas | FLORA | flores | floresta inundada | GENTE | igapó | Iranduba | PAISAGENS | paisagens aquáticas | paraná do Ariaú | plantas | ribeirinhos | taxizeiros | Triplares surinamensis
Glossário (suporte sintético com revisão humana)
Descrição
Também conhecida como seção áurea ou proporção áurea, a regra dos terços é um princípio de composição fotográfica que divide a imagem em nove partes iguais por duas linhas horizontais e duas verticais imaginárias (como um jogo-da-velha), posicionando os elementos de interesse nas interseções (pontos de ouro) ou ao longo dessas linhas para criar equilíbrio visual e dinamismo. A técnica tem raízes na pintura clássica e foi formalizada para fotografia no século XVIII, conforme descreve Freeman (2007). O uso da regra dos terços evita a centralização excessiva do sujeito, conduzindo o olhar do espectador de forma mais natural pela cena, observa Peterson (2011). Em fotografia de natureza e paisagem, a linha do horizonte deve coincidir com uma das linhas horizontais da grade, privilegiando céu ou terra conforme o interesse narrativo, recomenda Kelby (2019). A aplicação da regra não é obrigatória: composições que intencionalmente a subvertem podem gerar impacto expressivo, desde que haja consciência técnica da escolha, alerta Freeman (2007). Câmeras modernas e aplicativos de edição oferecem sobreposição da grade de terços em tempo real, facilitando a aplicação durante a captura, conforme documenta Kelby (2019).
Apesar dessa facilidade incentivar o uso da regra dos terços, ela pode induzir numa monotonia de composição. Assim que, cada caso é um caso!
Descrição
Uma civilização mesoamericana pré-colombiana desenvolveu sistemas calendáricos (_Tzolk'in_, _Haab'_, Conta Longa) para sincronizar atividades humanas com ciclos naturais, astronômicos e agrícolas (Aveni, 2008). O tempo era cíclico e sagrado: cada dia carregava qualidade energética que orientava desde o plantio do milho até rituais (Tedlock, 1982). A observação de Vênus, Sol e Lua permitia prever estações e integrar conhecimento astronômico com gestão ambiental (Acha, 2015). Comunidades contemporâneas mantêm versões adaptadas do _Tzolk'in_, preservando a relação entre tempo e natureza (Carsen, 2012).
Atualizado em 2026-03-24 15:37:41
Paráfrase com atribuição autoral (suporte sintético com revisão humana)
Colocar o assunto no centro da imagem pode funcionar, mas frequentemente resulta em composições estáticas e previsíveis. Ao deslocar o ponto de interesse para uma das interseções da grade de terços, você convida o espectador a explorar a cena de forma mais ativa.
PETERSON, Bryan. Understanding Exposure: How to Shoot Great Photographs with Any Camera. 2011. p. 89.
Na fotografia de paisagem, a linha do horizonte deve ocupar preferencialmente o terço superior ou inferior da imagem, nunca o centro. Se o céu é dramático, reserve dois terços para ele; se o primeiro plano é mais interessante, inverta a proporção.
KELBY, Scott. The Digital Photography Book: Part 1. 2019. p. 14.
A Regra dos Terços não é uma lei, mas um guia. Composições que intencionalmente a ignoram podem ser tão eficazes quanto aquelas que a seguem, desde que o fotógrafo compreenda o princípio que está subvertendo e tenha uma razão expressiva para fazê-lo.
FREEMAN, Michael. The Photographer's Mind: Creative Thinking for Better Digital Photos. 2010. p. 76.
O calendário maia não era apenas um instrumento para marcar dias, mas um mapa cósmico que orientava a agricultura, a cerimônia e a governança, alinhando ações humanas com os ritmos do céu, da terra e das estações.
AVENI, Anthony. Empires of Time: Calendars, Clocks, and Cultures. 2008. p. 134.
A observação precisa dos ciclos de Vênus, do Sol e da Lua permitia aos sacerdotes-astrônomos maias prever eclipses, estações chuvosas e períodos de seca, integrando conhecimento astronômico com gestão ambiental.
ACHA, Juan Antonio. The Maya and Their Calendar. 2015. p. 89.
A destruição de calendários e códices maias durante a colonização não apagou completamente esse saber: comunidades contemporâneas em Guatemala e México ainda utilizam versões adaptadas do Tzolk'in para orientar agricultura e cerimônias, mantendo viva a relação entre tempo e natureza.
CARSEN, Catherine. The Sacred Maya Calendar: A Guide to the Tzolk'in. 2012. p. 45.
Referências bibliográficas
— FREEMAN, Michael. The Photographer's Eye: Composition and Design for Better Digital Photos. London: Ilex Press, 2007.
— FREEMAN, Michael. The Photographer's Mind: Creative Thinking for Better Digital Photos. London: Ilex Press, 2010.
— KELBY, Scott. The Digital Photography Book: Part 1. 5th ed. San Francisco: Peachpit Press, 2019.
— PETERSON, Bryan. Understanding Exposure: How to Shoot Great Photographs with Any Camera. 4th ed. New York: Amphoto Books, 2011.
— CARSEN, Catherine. The Sacred Maya Calendar: A Guide to the Tzolk'in. Santa Fe: Bear & Company, 2012.
— COE, Michael D. The Maya. 9th ed. London: Thames & Hudson, 2011.
— MARTIN, Simon; GRUBE, Nikolai. Chronicle of the Maya Kings and Queens: Deciphering the Dynasties of the Ancient Maya. 2nd ed. London: Thames & Hudson, 2008.
— SCHELE, Linda; FREDEL, Mary. Mayan Cosmos: Three Thousand Years on the Shaman's Path. New York: William Morrow, 1993.
GeoCoordinates
Fotógrafo
Leonide Principe
Tipo de camera
DSLR (reflex digital)
Captura da Imagem
digital
Dimenções e tamanho do original
4948px x 3280px - 17.0MB
Capa
D06_1878.jpg
Anexos
D03_1083.jpg - D06_1919.jpg - E07_1385.jpg
Identificador uma palavra
Floresta florida
Pessoas na foto
none
alt_text
D06_1878 - Calendário natural - Leonide Principe
Resumo dos metadados
D06_1878 - Leonide Principe
Equipment: NIKON D7000 with lens 70.0-300.0 mm f/4.5-5.6 set at 70 mm
Exposition: ISO 100 - Aperture 5.6 - Shutter 1/500
Program: Normal - Exp. Comp. -0.7
Original file size: 4948px x 3280px
Size: 17.0MB
Date: August 29, 2011 - 5:09:46 PM
Location Taken: Paraná do Ariaú - Iranduba - Amazonas - Brazil)
Coordinates: 3.09515° S - 60.44030° W
Persons shown: none
Website: https://leonideprincipe.photos/
Source: Acervo PhotoAMAZONICA
Licença de uso
Creative Commons Attribution-NonCommercial (CC BY-NC)
Termos de uso
Recurso Educacional livre
Este trabalho está livremente disponível para estudantes, educadores, pesquisadores, comunidades indígenas e tradicionais, bem como instituições culturais ou públicas, para cópia e compartilhamento em qualquer meio, incluindo trabalhos escolares, blogs, materiais educativos, exposições culturais e relatórios sem fins lucrativos; no entanto, o uso comercial é estritamente proibido.
A atribuição é obrigatória: você deve creditar "Leonide Principe, Fotógrafo", fornecer um link para a licença e indicar claramente se foram feitas quaisquer alterações na obra original.

