Uma questão de território

E31_9648 Calibrated adrenaline
Green vine snake (Leptophis ahaetulla)
Photographed in Furo do Meio, a channel that flows into the Rio Negro, in the same sequence, the vine snake allowed me to frame it vertically. This is a fundamental rule for the archival photographer, although it is not always possible. The complaint was nothing more than that apparently frightening scream, and for a while the snake was posing and arranging itself in front of my camera.
A really effective attitude in approaching wild animals is the ability to control the internal level of adrenaline. The animal's perception is much sharper and more refined, so its sensory organs show much more than a human can imagine. For example, when climbing trees, I sometimes came across a wasp nest and this was the most training I could have, as there is nowhere to run. When the wasps start flying over the intruder, the only way to get out of trouble is to dive within yourself, quiet your thinking and reduce adrenaline production. It is miraculous how, little by little, the hornets reduce the pressure and return to their nest. From that moment I can continue my climb, of course, with moderate and respectful movements. Adrenalina calibrada
Cobra-cipó-verde (Leptophis ahaetulla)
Fotografada no Furo do Meio, um canal que desagua no rio Negro, na mesma sequência, a cobra-cipó me permitiu o enquadramento vertical. Esta é uma regra fundamental para o fotógrafo de arquivo, apesar de não ser sempre possível. A reclamação não passou daquele grito aparentemente assustador e, por um certo tempo a serpente ficou posando e se ajeitando na frente da minha câmera.
Uma atitude realmente eficaz na aproximação de animais selvagens é a capacidade de controlar o nível interno de adrenalina. A percepção do animal é muito mais aguçada e refinada, assim que seus órgãos sensoriais mostram muito mais daquilo que um humano pode imaginar. Por exemplo, ao escalar árvores, algumas vezes me encontrei com um ninho de marimbondos e este foi o maior treinamento que eu poderia ter, pois não há por onde fugir. Quando os marimbondos começam a voar sobre o intruso, o único jeito de se safar da encrenca é mergulhar dentro de si mesmo, aquietar o pensamento e reduzir a produção de adrenalina. É milagroso como, aos poucos, os marimbondos diminui a pressão e voltam ao seu ninho. A partir desse momento eu posso continuar minha escalada, claro, com movimentos moderados e respeitosos. E31_9648 - Leonide Principe
Equipment: NIKON D5100 with lens 18.0-200.0 mm f/3.5-5.6 set at 200 mm - Exposition: ISO: 400 - Aperture: 5.6 - Shutter: 1/50 - Program: Normal - Exp. Comp.: -1.0,
Original digital capture of a real life scene -
Original file size: 4948px x 3280px
Location: Furo do Meio (Iranduba - Amazonas Brazil)
Date: April 9, 2012 - Time: 9:47:22 AM
Collection: Reptilia - Persons shown: none
Keywords:
cobra-cipó verde, azulão bóia, boiubu, cobra-de-cipó, Leptophis ahaetulla, parrot snake, serpentes, cobras, serpents, snakes, répteis, Reptilia, reptils, FAUNA, animals, Furo do Meio, Iranduba, Amazonas, Amazônia, Amazon, Amazonian, Brazil, Brasil, Brazilian, América do Sul, South America
EN2 Calibrated adrenaline E31_9648
PT2 Adrenalina calibrada E31_9648
© - Leonide Principe, all right reserved
https://leonideprincipe.photos E31_9648

Data de atualização
5 de May de 2026
Código da Fotografia
E31_9657
Título da Foto
Uma questão de território
Legenda minimalista
E31_9657 Uma questão de território
Texto humano de Acessibilidade (alt_text) - Descrição dos elementos fotografados
Uma cobra-cipó-verde desce do lado superior da foto, se colocando com a cabeça no meio, olhando direito para a câmera, com a boca escancarada, mostrando agressividade para o intruso que está na frente dela.
Descrição Principal (texto humano, em revisão humana, inspirado pela fotografia)
Cobra-cipó-verde (Leptophis ahaetulla)
Nada de grave, apenas uma questão de território fez a cobra-cipó enfrentar minha aproximação atrapalhada. Cheguei com minhas câmeras penduradas, mexendo na troca rápida de uma lente… perdão! Respirei fundo, relentei meus movimentos e logo a situação amansou-se.
Esta delgada serpente desliza entre os galhos das árvore com agilidade e rapidez. Quase que diariamente se faz presente nas redondezas da minha moradia e as vezes, através da vegetação que encosta nas paredes, fica passeando internamente, caçando lagartixas. Meus filhos se divertem com ela, observando seus movimentos e suas técnicas de caça.
Por serem territorialistas e inofensivas aos humanos, esses répteis representam uma certa margem de segurança afastando da área outros tipos de répteis peçonhentos. Por esse motivo sempre facilitei a presença de cobra-cipó, caninana, jiboias, jacuraru, todas elas inibidoras de espécies mais perigosas.
Viver na floresta sem portas e sem janelas abre um leque grande de comunicação com a natureza e se torna uma poderosa ferramenta de educação, especialmente para crianças, que aprendem a lidar e a respeitar os ‘vizinhos’ que visitam o espaço humano.
Nada de grave, apenas uma questão de território fez a cobra-cipó enfrentar minha aproximação atrapalhada. Cheguei com minhas câmeras penduradas, mexendo na troca rápida de uma lente… perdão! Respirei fundo, relentei meus movimentos e logo a situação amansou-se.
Esta delgada serpente desliza entre os galhos das árvore com agilidade e rapidez. Quase que diariamente se faz presente nas redondezas da minha moradia e as vezes, através da vegetação que encosta nas paredes, fica passeando internamente, caçando lagartixas. Meus filhos se divertem com ela, observando seus movimentos e suas técnicas de caça.
Por serem territorialistas e inofensivas aos humanos, esses répteis representam uma certa margem de segurança afastando da área outros tipos de répteis peçonhentos. Por esse motivo sempre facilitei a presença de cobra-cipó, caninana, jiboias, jacuraru, todas elas inibidoras de espécies mais perigosas.
Viver na floresta sem portas e sem janelas abre um leque grande de comunicação com a natureza e se torna uma poderosa ferramenta de educação, especialmente para crianças, que aprendem a lidar e a respeitar os ‘vizinhos’ que visitam o espaço humano.
Localidade da tomada
Furo do Meio - Iranduba - Amazonas - Brazil
Data e hora da tomada fotográfica
2012-04-09 09:47:57
Palavras-chave (seleção humana, inteiramente manual)
agressividade | Amazonas | Amazônia | América do Sul | América Latina | animais | azulão bóia | boiubu | Brasil | cobra-cipó verde | cobra-de-cipó | cobras | emoção | FAUNA | Furo do Meio | Iranduba | Leptophis ahaetulla | Reino Animal | répteis | serpentes
Glossário (suporte sintético com revisão humana)
Descrição
O medo de cobras e aranhas é uma resposta complexa que une biologia e cultura. A teoria da preparação evolutiva sugere que o cérebro humano herdou mecanismos de detecção rápida para esses animais como estratégia de sobrevivência. No entanto, a desinformação e representações midiáticas negativas transformam o respeito cauteloso em fobias paralisantes. Na realidade, a maioria das espécies não oferece perigo ao homem e é fundamental para o equilíbrio ecológico, controlando populações de insetos e roedores. Compreender a biologia desses animais e a origem do nosso medo é o primeiro passo para reduzir incidentes e promover a conservação de espécies que, embora temidas, são essenciais.
Etimologia (suporte sintético com revisão humana)
O nome científico Leptophis ahaetulla desta serpente combina raízes gregas e cingalesas. O género Leptophis deriva do grego leptos (delgado, fino) e ophis (serpente), descrevendo com precisão o corpo extremamente elegante e filiforme do animal. O epíteto específico ahaetulla tem uma origem curiosa: provém do termo cingalês (do Sri Lanka) mulla-aheatulla, que significa "batedor de olhos", devido à crença popular de que estas serpentes picariam os olhos de quem as observasse. Linnaeus utilizou este nome por engano, pensando tratar-se de uma espécie asiática, mas a nomenclatura permaneceu para designar esta joia da fauna neotropical (VITT; CALDWELL, 2013).
Paráfrase com atribuição autoral (suporte sintético com revisão humana)
O nome Leptophis é a tradução exacta da sua biologia: uma serpente que abandonou a massa muscular pesada em troca da agilidade absoluta. É a geometria da linha aplicada à sobrevivência nas alturas.
VITT, Laurier J. (2013)
O encontro com a cobra-cipó-verde no interior da floresta é um evento de camuflagem perfeita. Ela se confunde com o verde das folhas, o corpo fino simulando a continuidade dos ramos. Quando ameaçada, essa serpente abre a boca exibindo o interior escuro, um comportamento defensivo que visa afastar predadores através da intimidação visual. É um dos animais mais belos da nossa fauna, sintetizando a adaptação morfológica ao estrato vertical das matas tropicais.
— Margaret Mee, Flores da Floresta Amazônica, 1988, NBL Editora
As cobras-cipós são serpentes delgadas, de cauda muito longa, olhos grandes com pupilas redondas e a cabeça distinta do pescoço. O gênero Leptophis compreende serpentes de porte médio, que podem atingir cerca de 1,5 m de comprimento total. A espécie Leptophis ahaetulla apresenta a coloração do dorso verde-folha, frequentemente com reflexos metálicos azulados ou bronzeados, o que lhe confere uma camuflagem eficiente nas copas das árvores onde habita e caça suas presas, principalmente anfíbios anuros.
— Otavio A. V. Marques, André Eterovic e Ivan Sazima, Serpentes da Mata Atlântica: Guia Ilustrado, 2001, Holos
VITT, Laurier J. (2013)
O encontro com a cobra-cipó-verde no interior da floresta é um evento de camuflagem perfeita. Ela se confunde com o verde das folhas, o corpo fino simulando a continuidade dos ramos. Quando ameaçada, essa serpente abre a boca exibindo o interior escuro, um comportamento defensivo que visa afastar predadores através da intimidação visual. É um dos animais mais belos da nossa fauna, sintetizando a adaptação morfológica ao estrato vertical das matas tropicais.
— Margaret Mee, Flores da Floresta Amazônica, 1988, NBL Editora
As cobras-cipós são serpentes delgadas, de cauda muito longa, olhos grandes com pupilas redondas e a cabeça distinta do pescoço. O gênero Leptophis compreende serpentes de porte médio, que podem atingir cerca de 1,5 m de comprimento total. A espécie Leptophis ahaetulla apresenta a coloração do dorso verde-folha, frequentemente com reflexos metálicos azulados ou bronzeados, o que lhe confere uma camuflagem eficiente nas copas das árvores onde habita e caça suas presas, principalmente anfíbios anuros.
— Otavio A. V. Marques, André Eterovic e Ivan Sazima, Serpentes da Mata Atlântica: Guia Ilustrado, 2001, Holos
Referências bibliográficas
— VITT, Laurier J.; CALDWELL, Janalee P. Herpetology: An Introductory Biology of Amphibians and Reptiles. 4. ed. Amsterdam: Academic Press, 2013.
— Margaret Mee, Flores da Floresta Amazônica, 1988, NBL Editora
— Otavio A. V. Marques, André Eterovic e Ivan Sazima, Serpentes da Mata Atlântica: Guia Ilustrado, 2001, Holos
— Margaret Mee, Flores da Floresta Amazônica, 1988, NBL Editora
— Otavio A. V. Marques, André Eterovic e Ivan Sazima, Serpentes da Mata Atlântica: Guia Ilustrado, 2001, Holos
GeoCoordinates
Fotógrafo
Leonide Principe
Tipo de camera
DSLR (reflex digital)
Captura da Imagem
digital
Dimenções e tamanho do original
4948px x 3280px - 8.3MB
Capa
E31_9657.jpg
Anexos
E31_9648.jpg - A31_5992.jpg
Identificador uma palavra
Leptophis ahaetulla
Pessoas na foto
none
alt_text
E31_9657 - Uma questão de território - Leonide Principe
Resumo dos metadados
E31_9657 - Leonide Principe
Equipment: NIKON D5100 with lens 18.0-200.0 mm f/3.5-5.6 set at 200 mm
Exposition: ISO: 400 - Aperture: 5.6 - Shutter: 1/50 - Program: Normal - Exp. Comp.: -1.0, Original digital capture of a real life scene
Original file size: 4948px x 3280px, Size: 8.3MB
Location: Furo do Meio - Iranduba - Amazonas - Brazil
Persons shown: none
Coordenates: 3.09193° S - 60.44195° W
2012-04-09 09:47:57
License: Creative Commons Attribution-NonCommercial (CC BY-NC)
Website: https://leonideprincipe.photos/
Source: Acervo PhotoAMAZONICA
Equipment: NIKON D5100 with lens 18.0-200.0 mm f/3.5-5.6 set at 200 mm
Exposition: ISO: 400 - Aperture: 5.6 - Shutter: 1/50 - Program: Normal - Exp. Comp.: -1.0, Original digital capture of a real life scene
Original file size: 4948px x 3280px, Size: 8.3MB
Location: Furo do Meio - Iranduba - Amazonas - Brazil
Persons shown: none
Coordenates: 3.09193° S - 60.44195° W
2012-04-09 09:47:57
License: Creative Commons Attribution-NonCommercial (CC BY-NC)
Website: https://leonideprincipe.photos/
Source: Acervo PhotoAMAZONICA
Licença de uso
Creative Commons Attribution-NonCommercial (CC BY-NC)
Termos de uso
Recurso Educacional livre
Este trabalho está livremente disponível para estudantes, educadores, pesquisadores, comunidades indígenas e tradicionais, bem como instituições culturais ou públicas, para cópia e compartilhamento em qualquer meio, incluindo trabalhos escolares, blogs, materiais educativos, exposições culturais e relatórios sem fins lucrativos; no entanto, o uso comercial é estritamente proibido.
A atribuição é obrigatória: você deve creditar "Leonide Principe, Fotógrafo", fornecer um link para a licença e indicar claramente se foram feitas quaisquer alterações na obra original.
Este trabalho está livremente disponível para estudantes, educadores, pesquisadores, comunidades indígenas e tradicionais, bem como instituições culturais ou públicas, para cópia e compartilhamento em qualquer meio, incluindo trabalhos escolares, blogs, materiais educativos, exposições culturais e relatórios sem fins lucrativos; no entanto, o uso comercial é estritamente proibido.
A atribuição é obrigatória: você deve creditar "Leonide Principe, Fotógrafo", fornecer um link para a licença e indicar claramente se foram feitas quaisquer alterações na obra original.


